Comissão recebe Relatório Anual 2016 da Secretaria de Saúde

Nesta segunda-feira (09), a Comissão de Saúde da Câmara de Natal recebeu a equipe da Secretaria Municipal de Natal, que apresentou o Relatório Anual de Gestão (RAG-2016). Este documento é um instrumento de gestão com elaboração anual que permite ao gestor apresentar os resultados alcançados e orienta eventuais redirecionamentos que se fizerem necessários.

O presidente da Comissão de Saúde, vereador Fernando Lucena (PT), avaliou os resultados apresentados pela Secretaria. “Temos que reconhecer avanços no Plano de Carreira dos médicos e a consolidação do concurso público para a Saúde. Todavia, existem pontos negativos como a mania do prefeito Carlos Eduardo Alves de inaugurar unidades de saúde sem equipamentos e insumos básicos”.

De acordo com a secretária de Saúde de Natal, Saudade Azevedo, a exposição dos dados foi positiva, haja vista que constitui a prestação de contas da gestão pública. “Trata-se de transparência com os recursos da população, mesmo que às vezes os números não pareçam ser tão animadores, principalmente em relação ao cumprimento de metas dentro do tempo oportuno”, pontuou.

Sobre o não cumprimento de parte das metas para o exercício financeiro em questão, Saudade falou que a Prefeitura lida com um orçamento limitado e a falta de profissionais para responder a uma demanda que cresce a cada dia. “Portanto, existe uma série de situações que implicam no cumprimento ou não cumprimento de metas”.

Genilce Almeida, secretária-adjunta de Saúde, lembrou que metas importantes foram alcançadas como a reforma das Unidades Básicas. “Temos 51 postos de saúde reformados, construção do Hospital Municipal, entregamos Unidades de Pronto Atendimento (UPA), entre outras realizações. Portanto, enquanto outros municípios fecham hospitais, a gente oferece novos serviços”, defendeu.

Por sua vez, Geolípia Jacinto da Silva, representante do Conselho Municipal de Saúde, fez críticas ao desempenho da SMS. “Houve o descumprimento de metas aprovadas pelo Conselho, sendo que nem 50% foram cumpridas. Avaliamos valores e indicadores contidos neste relatório e identificamos baixo índice das vacinas, exames ginecológicos, tratamento da tuberculose e crescimento da sífilis. Além de tudo isso, a carga horária dos profissionais não foram respeitadas. Diante desse cenário, solicitamos auditorias porque recebemos denúncias recorrentes de falta de atendimento”.

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