Atletas brasileiros reclamam de defeitos nas medalhas da Rio 2016 e cogitam troca
Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro terminaram há menos de um ano, mas algumas medalhas já apresentam defeitos e muitos cogitam trocá-las. Mais de 80 atletas americanos devolveram as peças conquistadas no Brasil devido a problemas no material. Descascamento, perda ou mudança de cor, surgimento de pontos pretos, arranhões, ferrugem e oxidação são as situações mais recorrentes. O mesmo problema foi citado por diversos brasileiros que foram ao pódio na Rio 2016.
Algumas medalhas, inclusive, apresentaram riscos logo no momento da entrega, enquanto outras foram se deteriorando com o tempo, mesmo com todo o cuidado para o armazenamento. É o caso de Bruno Schmidt, campeão olímpico no vôlei de praia, ao lado do parceiro Alison Cerutti.
– A minha já veio marcada, eu lembro até que quando eu fui fazer eventos com o Alison, eu diferenciava a minha da dele por alguns desgastes que a minha medalha já apresentava. Mas, a medalha não está comigo, está com o meu pai. Já veio com umas situações de desgaste e vou até dar uma conferida. Ouvi dizer que o pessoal está dando uma repaginada nas medalhas e vou procurar saber sobre isso – contou Bruno Schmidt.
O Comitê Organizador Rio 2016 fará um recall das medalhas da Olimpíada e da Paralimpíada, já que apesar do pouco tempo de uso, muitas estão descascando. Aos poucos, as peças vão sendo devolvidas à Casa da Moeda para a restauração ou troca tanto para brasileiros como estrangeiros. Embora as de prata tenham apresentado mais problemas do que as outras, as de ouro e prata também tiveram desgaste.

