Lugar de mulher é no 19º Rally RN 1500!

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Elas ainda são minoria, mas já conquistaram o respeito e a admiração de companheiros de trilhas. As mulheres marcarão presença no 19º Rally RN 1500, deixando a prova ainda mais competitiva e emocionante, mostrando de lugar de mulher é onde ela quiser, mas se for no rali, ainda melhor. A navegadora Joseane Koerich, na categoria Carros, e a piloto Moara Sacilotti, na Motos, entre outras, são dois exemplos de  mulheres que meteram as caras e invadiram o mundo predominante masculino. Com competência e sem medo de cara feia, espantaram a estereótipo de “Penélope Charmosa”, entrando para vencer as provas e o preconceito.

Aos 47 anos, 17 deles dedicados ao rali, a catarinense de Florianópolis Joseane Koerich já conseguiu, na prática, mostrar que não está de brincadeira. Afinal, acumula três titulos do Rally Internacional dos Sertões, um Brasileiro de Rally Cross Country e um do RN 1500 no geral. “Os resultados mostram que podemos andar de igualdade de condições e que diminuiu a desconfiança. No começo, sentia que quando eu errava uma coisa que todos erravam, era mais cobrada”, explica.

O fato de ser mulher não alivia em nada durante as provas.  Para poder competir em igualdade, ela precisa estar sempre bem fisicamente. “Tenho de ter um preparo ainda mais forte, pois, se tiver de trocar pneu, por exemplo, terei de ajudar o piloto, em um trabalho de equipe, como qualquer navegador homem”, diz. “Mas ressalto que fui bem recebida no mundo off-road, sempre respeitada e que fiz grandes amigos, tendo navegado para vários pilotos”, explica a navegadora.

Um aspecto que ajuda a vencer as barreiras é o apoio da família. “Sou casada e tenho filhos. Meu marido sempre me incentivou, assim como os meu filhos. Sabem que estou me realizando com o rali. Esse suporte sempre me auxiliou a superar qualquer adversidade. Por isso, recomendo que outras mulheres participem do rali, pois tem de crescer e será muito bom tem mais competidoras”, completa.

A paulista Moara Sacilotti escolheu a moto como esporte e já se vão 30 anos desde o primeiro contato. Neste período, já acumulou os títulos de vice-campeã mundial de Rally (2013), tricampeã brasileira de Rally (2014), e duas conquistas no Rally RN 1500.  Aos 18 anos, ela participou do Rally dos Sertões como a primeira mulher e teve de vencer os desafios da prova e, principalmente, o descrédito.

“Foi um marco, pois muito gente não acreditava. Depois de completar a prova, as coisas mudaram, mas ainda sinto que há um preconeito velado”, explica a piloto, de 37 anos. “Fiz amigos ao longo desse tempo e isso melhorou a situação, mas ainda sei que falam nos bastidores quando erro. Com a experiência, passei a não ligar mais para isso e encarar numa boa”, completa.

Ela diz entender a reação dos homens. “Sei que eles não querem perder para uma mulher.  Por isso, ninguém jamais facilita. Não posso negar, entretanto, que há muito respeito e um certo cuidado por parte de muitos deles”, afirma.

Moara sente a falta de outras mulheres, que ajudaria a derrubar mais barreiras. “Sempre aconselho a participar, mas não é fácil. Não vejo uma geração que possa encarar esse desafio no momento, mas  torço para isso mudar”, destaca.

No 19º Rally RN 1500, Moara quer vencer. “Já fui campeã duas vezes e quero repetir isso. Trata-se de um rali muito duro, com navegação complicada, mas com um clima muito legal, por isso atrai tanta gente”, completa.

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