Henrique Eduardo Alves será transferido para uma unidade prisional do RN

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O ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB) que foi preso na manhã dessa terça-feira (6) em seu apartamento na zona sul de Natal, durante uma operação da Polícia Federal, será transferido até o final da tarde de hoje para uma unidade do Sistema Prisional do Rio Grande do Norte.

Segundo o procurador da republica, Rodrigo Teles, a unidade ainda não foi divulgada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc). Porém, como o ex-governador Fernando Freire, condenado a 12 anos e 7 meses, está cumprindo sua pena em uma cela no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar (QCG/PMRN), existe a possibilidade de Henrique Alves também ir para o QCG.

A prisão

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, deflagrou nesta manhã (6/6) a Operação Manus para apurar atos de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal/RN. O sobrepreço identificado chega a R$ 77milhões.

Cerca de 80 Policiais Federais cumprem 33 mandados judiciais, sendo cinco mandados de Prisão Preventiva, seis mandados de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte e Paraná.

A investigação realizada se iniciou após a análise das provas coletadas em várias das etapas da “Operação Lava Jato” que apontavam solicitação e o efetivo recebimento de vantagens indevidas por dois ex-parlamentares cujas atuações políticas favoreceriam duas grandes construtoras envolvidas na construção do estádio.

A partir das delações premiadas em inquéritos que tramitam no STF, e por meio de afastamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos, foram identificados diversos valores recebidos como doação eleitoral oficial, entre os anos de 2012 e 2014, que na verdade consistiram em pagamento de propina. Identificou-se também que os valores supostamente doados para a campanha eleitoral em 2014 de um dos investigados foram desviados em benefício pessoal.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

Sobre o nome da operação, é referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, cujo significado é: uma mão esfrega a outra; uma mão lava a outra.

 

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