Temer diz que ‘possibilidade é zero’ dele se candidatar em 2018

Brazilian president Michel Temer takes part in the "A Year of Achievements" meeting in celebration of the first year of his presidential term, at the Palacio do Planalto in Brasilia, Brazil, on May 12, 2017.President Michel Temer celebrated one year at Brazil's helm on Friday with some questioning how much has changed in Latin America's biggest country since the traumatic impeachment of Dilma Rousseff. / AFP PHOTO / EVARISTO SA
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O presidente Michel Temer (PMDB) negou que possa se candidatar à reeleição em 2018. Segundo ele a “possibilidade é zero” por não ver necessidade de se candidatar. Perguntado durante entrevista coletiva a rádios regionais transmitida pela EBC se ele repensaria na questão se houvesse uma aclamação popular, Temer disse “Se povo pedir, vou dizer que cumpri bem minha missão nesses dois anos”.

Sobre a possibilidade de cassação de sua chapa com Dilma em 2014, Temer diz que espera que o processo seja julgado o quanto antes para não atrapalhar o bom andamento econômico do País. “Quanto mais rápido julgar, melhor para a estabilidade do país.” Segundo Temer, as pessoas que o chamam de golpista não leem a Constituição, pois é um rito normal o vice assumir quando o presidente sofre um impeachment.

Questionado sobre um projeto no Congresso Nacional que prevê a prorrogação de mandato presidencial no Brasil, o presidente disse que ninguém conversou com ele sobre isso, nem mesmo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mas não há menor condição de prorrogação de mandato juridicamente. “Não é verdade isso”, afirmou, destacando que, de qualquer modo, essa questão deve ir adiante nas Casas.

Enquanto mencionava a necessidade de fazer as reformas estruturais no Brasil, Temer citou o exemplo da Espanha, dizendo que o país passou por uma crise de cinco anos, “quase como a nossa aqui”, e que, embora tenha enfrentado bastante resistência e protestos, viu a economia se recuperar e o primeiro-ministro foi até reeleito.

Reforma política

Ao tratar da reforma política, Temer afirmou que o prazo é pequeno para o tema no Congresso e que ainda estão sendo trocadas ideias sobre o assunto. “O Congresso tem pensado em estabelecer outra uma alternativa à lista fechada, mas não sabemos se dará tempo. Segundo ele a contribuições de pessoas físicas e jurídicas a uma candidatura deve ser levado em conta como exercício de cidadania, mas só poderia haver colaborar a um candidato não a todos. “Não veria mal nisso”, disse.

“Nas eleições municipais não houve contribuição jurídica e as coisas caminharam com fundo partidário, mas em uma candidatura para presidência e governa de estado as verbas são mais vultosas. Programas de TV e de rádio pode ajudar”, concluiu.

Perguntado pelo jornalista de uma rádio mineira sobre quando iria a Minas Gerais, Temer explicou que o ano foi tumultuado e que não tem restrições pessoal ou política sobre o governador Fernando Pimentel. “Sou amigo do Pimentel, mas minha relação é com o povo de Minas Gerais”, disse, adiantando que deve ir ao estado quando tiver algo concreto para entregar.

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