Professores de Natal entram em greve por reajuste do piso nacional do magistério em 2022

- publicidade -

Professores e demais educadores de Natal entraram em greve por tempo indeterminado, nesta segunda-feira (28), e cobram o reajuste salarial de 33,24% aprovado pelo governo federal para o piso da categoria em 2022. O ano letivo das escolas municipais havia começado na última quinta-feira (24).

A deflagração da greve foi aprovada pelos profissionais nesta segunda-feira (28), durante uma assembleia da categoria. Os professores reclamaram que a prefeitura ainda não tinha apresentado nenhuma proposta para o reajuste.

Após a reunião, dirigentes sindicais e educadores fizeram uma passeata pelas ruas do centro de Natal em direção à Prefeitura. Na sede da administração municipal, se reuniram com o gabinete civil e marcaram uma reunião com a Secretaria Municipal de Educação para a próxima quarta-feira (30).

Segundo o sindicado, outras pautas da greve envolvem a necessidade do concurso público e a falta de infraestrutura de algumas unidades de ensino.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação afirmou que o pagamento do piso salarial já vem sendo cumprida, porque o município já paga salários acima do piso nacional.

“A Prefeitura de Natal sempre pagou acima do piso nacional, chegando a um percentual 32% superior no fim do ano passado. Com o mais recente reajuste, estabelecido pelo governo federal no início do ano, o piso passou a R$ 3.845,51 e será equacionado de modo que todos os professores do Município continuarão recebendo valores mais elevados que o mínimo determinado em lei. Até mesmo profissionais contratados temporariamente estarão inseridos nessa condição”, informou a SME.

Segundo o município, professores que possuem nível superior e cumprem carga horária de 40 horas semanais, por exemplo, formam a maioria nos quadros da Educação municipal e passarão a receber mais que o piso de R$ 5.154,52 já vigente – 35% acima do piso nacional.

“A Prefeitura, vale enfatizar, nunca deixou de pagar valores acima do piso para os professores. Nem deixará. A SME apela ao bom senso dos profissionais para que não se integrem a nenhum movimento de interromper as aulas que começaram na última quinta-feira (24), ou seja, com apenas dois dias de calendário, e depois de tanto prejuízo já causado aos estudantes pela pandemia da Covid-19 ao longo de dois anos”, afirmou a pasta na nota.

Deixe um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Assumiremos que você está ok com isso, mas você pode sair do site, caso não concorde. Ok Saiba mais