Padrasto de Joaquim responderá por uso de documento falso, diz MP
Preso na Espanha no final de abril, o padrasto do menino Joaquim, Guilherme Longo, responderá por uso de documento falso independentemente de como o processo de extradição do Brasil será conduzido.
Para o Ministério Público, o trâmite não coloca em risco a condução do processo de homicídio pelo qual ele já responde no Brasil.
O técnico em informática foi indiciado por homicídio triplamente qualificado em Ribeirão Preto (SP) e estava foragido desde setembro de 2016, seis meses após ter deixado a Penitenciária de Tremembé (SP) depois de ter obtido um habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Para a Polícia Civil e o MP, Longo aplicou uma alta dose de insulina em Joaquim, que sofria de diabetes, e jogou o corpo no córrego próximo à residência da família, no Jardim Independência. Depois de ser detido em Barcelona, ele foi levado para uma prisão espanhola com capacidade para 1.200 detentos, com academia de ginástica e televisão em cada cela.
A suspeita é de que ele foi para a Espanha depois de fugir para o Uruguai com um documento falso em nome de um primo.
“Ou lá na Espanha ou aqui ele vai ter que responder por isso. Ele pode responder inclusive aqui pelo crime praticado lá”, afirma o promotor de Justiça Marcus Túlio Nicolino, que cuida da acusação no processo de homicídio contra Guilherme Longo.
