Pesquisa mostra que 59% da população acredita que João Alberto foi morto por ser negro

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Pesquisa PoderData divulgada nesta 5ª feira (26.nov.2020) mostra que 59% dos brasileiros consideram que João Alberto Silveira Freitas foi morto porque era negro. Conhecido como Beto por amigos e familiares, tinha 40 anos.

O autônomo fazia compras numa unidade do Carrefour em Porto Alegre (RS) em 19 de novembro. Desentendeu-se verbalmente com funcionários. Foi acompanhado até a saída do local e desferiu 1 soco em 1 dos seguranças do supermercado. A partir daí, foi espancado e asfixiado por alguns minutos e morreu.

O assassinato ocorreu na véspera do Dia da Consciência Negra, celebrado na 6ª feira (20.nov.2020). Imagens da agressão foram gravadas e circularam nas redes sociais.

O fato de Beto ser 1 homem negro e a violência dos seguranças fizeram o caso ser visto como 1 episódio de violência racial. No entanto, nas redes sociais, muitas pessoas divergiram dessa percepção.

PoderData então perguntou: “Na sua opinião João Alberto foi agredido e morto por ser negro?”.

O levantamento indica que 27% dos entrevistados avaliam que não há relação entre a cor da pele de Beto e a agressão que o levou à morte. Outros 14% não souberam responder.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 23 a 25 de novembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 479 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

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