Estados quebrados só atingirão equilíbrio fiscal após 2023, segundo IFI

- publicidade -

A crise fiscal enfrentada pelo Brasil exerce impacto direto na situação financeira dos estados. Em 2016, que marca o segundo ano de recessão e o terceiro em que o governo federal não consegue nem pagar os juros da dívida, a arrecadação de impostos e outras contribuições caíram drasticamente, inclusive as repassadas aos estados e ao Distrito Federal. Diante de um orçamento rígido acompanhado de uma despesa crescente com pessoal (sobretudo a voltada ao pagamento de aposentadorias e pensões), a situação dos estados degringolou. Para tentar reverter o quadro, os três em piores condições, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, devem aderir a um regime de recuperação fiscal, previsto no Projeto de Lei 343, em tramitação no Congresso. O plano suspende por três anos o pagamento de dívidas ao governo federal, mas exige uma série de contrapartidas, como a privatização de empresas estatais estaduais e o aumento da contribuição previdenciária dos funcionários públicos.

Mesmo com o alívio prometido pelo governo federal, esses três estados grandes e endividados só devem começar a equilibrar suas contas de forma sustentável a partir de 2023. Essa é a conclusão de um levantamento divulgado nesta semana pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão do Senado que monitora as contas públicas.

O IFI recomenda que, a fim de garantir a sustentabilidade de suas finanças, um estado faça saldo positivo, sem contar o pagamento de juros da dívida (o superávit primário) de 10% das receitas. Um patamar superior a esse deve ser alcançado pelo Rio Grande do Sul em 2023 (11,6%), por Minas Gerais em 2025 (10,5%) e pelo Rio de Janeiro só em 2029 (10%). As simulações foram feitas com base na aplicação do teto de gastos limitados à inflação nos orçamentos estaduais, além do crescimento das receitas no mesmo ritmo do Produto Interno Bruto (PIB).

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Assumiremos que você está ok com isso, mas você pode sair do site, caso não concorde. OkSaiba mais