Com enredo sobre rios, Portela é campeã e quebra jejum de 33 anos

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Maior campeã do Carnaval carioca, a Portela conquistou nesta quarta-feira (1) seu 22º título, acabando com um jejum de 33 anos. Com o enredo “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar”, sobre a importância dos rios para a formação da humanidade, a escola apresentou um show de inventividade e pediu justiça às vítimas de Mariana na avenida.

A Portela terminou a apuração com 269.9 pontos, apenas um décimo a menos do total possível. Em uma apuração emocionante, disputada décimo a décimo, Portela e Mocidade estavam empatadas até o último quesito. Quando chegou a leitura de enredo, Mocidade teve duas notas 9.9 e ficou com o segundo lugar, com 269.8.

“Nós merecemos muito. Nós trabalhamos muito. Nós somos a que merecemos mais. Porque todas as escolas precisam da vitória da Portela. Porque elas serão muito maiores com a Portela forte. O Carnaval precisa da Portela. A cultura brasileira precisa da Portela. O brasileiro precisa da Portela. A Mangueira, a Grande Rio, a Beija-Flor, todas elas serão muito mais fortes conosco, porque nós também precisamos delas para levantar a bandeira do samba. A vitória não é só da Portela, é de todas as escolas que precisam levantar a bandeira do samba”, declarou o presidente da escola, Luis Carlos Magalhães, logo após o resultado.

Emocionado, Magalhães disse que finalmente a escola vai ter “paz para ser a grande escola para a história que tem” e desabafou sobre o jejum de mais de 30 anos. “Todos têm que ficar muito felizes com o que aconteceu hoje. Acabou essa história, acabou essa história de jejum. A Portela agora vai ter paz para ser a grande escola para a história que ela tem que ser ao lado das suas coirmãs. A Portela vai ser a escola, tranquila, pacífica, voltada para a cultura brasileira, voltada para as suas coirmãs, porque a bandeira da Portela é abraçar a cultura brasileira​”.

A comissão de frente da Portela representou a piracema, fenômeno em que os peixes nadam contra a correnteza para a reprodução. O carro abre-alas traz a tradicional águia em um tripé à sua frente e representa a fonte onde nasce o rio azul e branco. A ocupação dos rios pelas antigas civilizações, os seres que habitam as águas, a influência para as artes foram tratados em alas e alegorias da escola.

Em um dos momentos mais marcantes do desfile, um carro alegórico lembrou a tragédia do Rio Doce, em Mariana (MG).

Como esperado, Unidos da Tijuca e Paraíso do Tuiuti tiveram as piores notas de alegorias e adereços. As duas, que tiveram acidentes com feridos, tiveram 29,4 e 29,5 pontos na soma dos quatro jurados, não obtendo nenhuma nota dez.

No quesito evolução, o sexto a ter suas notas lidas, as duas agremiações também tiveram as piores marcas, o que as isolou na lanterninha da tabela. Em evolução, a Tijuca somou 29,4 pontos, enquanto a Tuiuti anotou 29,2, os piores resultados entre todas as competidoras.

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