Ex-presidentes da Assembleia Legislativa do RN repudiam envolvimento na “Operação Dama de Espadas”
Ex-presidentes da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o deputado estadual Ricardo Motta (PSB) e o vice-prefeito de Natal, Alvaro Dias (PMDB), repudiam o envolvimento dos nomes deles nas delações da “Operação Dama de Espadas”, cujos autos processuais tramitam na 8ª Vara Criminal da Comarca da Capital.
Em nota, o ex-deputado e vice-prefeito de Natal, o médico Álvaro Dias (PMDB) se diz surpreso com a inclusão do seu nome nas delações contidas nos autos da “Operação Dama de Espadas”, que tramita na 8ª Vara Criminal da Comarca da capital desde o dia 18 de abril: “Para surpresa minha, vejo meu nome incluído em matéria, cujos fatos já foram por mim esclarecidos. Tenho de reiterar que não fui citado por qualquer delator como beneficiário de nenhum esquema ilegal”.
O vice-prefeito Álvaro Dias disse, ainda na nota, que repetia os mesmos argumentos que declinou da última vez em que teve o seu nome citado indevidamente em matéria publicada em jornal: “Venho através desta, esclarecer que, de acordo com o entendimento de nossa assessoria jurídica, não existiu qualquer ilicitude ou ilegalidade no fato de pessoas físicas, tais como familiares meus e servidores públicos, realizarem doação para nossa campanha eleitoral”.
Dias declarou, ainda, que a doação de recursos financeiros, em moeda ou em valor estimado para a campanha de qualquer candidato “é opção lícita, legal e cabível a qualquer cidadão brasileiro”.
E prosseguiu o vice-prefeito de Natal: “As nossas contas de campanha, referentes ao pleito de 2006 e a todos os demais que participamos sempre foram aprovadas, com o amplo e pleno conhecimento, de todas as doações realizadas e citadas na matéria veiculada pela Tribuna do Norte e portal G1”.
Através da nota e de acordo com o entendimento de sua assessoria jurídica, Dias também afirmou: “Repudiamos com veemência, qualquer insinuação ou comentário que venha a induzir o leitor ou a opinião pública, a imaginar que possamos ter sido beneficiário de doações ilegais”.
O deputado Ricardo Motta esclarece na parte da denúncia do Ministério público do Estado em que houve menção ao seu nome, o seguinte: “Não sou denunciado, portanto, não sou Réu na ação ajuizada pelo Ministério Público”.
Ricardo Motta disse desconhecer o fato criado pelo colaborador da acusação, “assim como afirmo que são completamente inverídicas as afirmações”.
Mota afirma, ainda, estar tranquilo: “Confio na Justiça e todos os meus atos enquanto presidente da Assembleia Legislativa foram amparados pela lei e referendados pela Mesa Diretora”.
O deputado do PSB também declarou que respeita o trabalho de todas as instituições, “mas é preciso cautela e responsabilidade na divulgação do nome de autoridades públicas que não podem ser julgadas antecipadamente, nem ter seus nomes expostos de maneira irresponsável”. Por fim, diz o seguinte: “Julgar, enfatizo, é atribuição da Justiça”.

