Obras na extensão da BR-101 devem ser concluídas até setembro de 2018
As obras na extensão da BR-101 têm previsão para serem concluídas até setembro de 2018. Este foi o parecer do superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes no Rio Grande do Norte, Willy Saldanha. Em termos de porcentagem, as obras estão com cerca de 35% de seu planejamento concluído, conforme informações concedidas pelo superintendente à reportagem do Agora Jornal.
O início da obra se deu em dezembro de 2014, ao final do governo de Rosalba Ciarlini – hoje prefeita de Mossoró. O projeto contempla 15 quilômetros de obras e se estende desde o viaduto de Ponta Negra até o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), em Parnamirim. Orçada em aproximadamente R$ 166 milhões, as obras da BR-101 possuem R$ 115 milhões garantidos pela Lei Orçamentária Anual de 2017. “Como os trabalhos não serão concluídos num mesmo ano, o recurso complementar, que poderá surgir da LOA ou de emendas impositivas da bancada, servirá para o ano seguinte”, explica Saldanha.
Pela BR-101, o Dnit possui várias “obras de arte”. São cinco viadutos; duas trincheiras; uma extensão no túnel da avenida das Alagoas, em Neópolis; um tunnel liner (túnel de drenagem); em torno de sete passarelas e vias marginais em toda a extensão. De acordo com Willy Saldanha, o viaduto de Neópolis foi 100% executado; já o viaduto da Abel Cabral está com 42% de sua estrutura feita.
“As vigas que compõem o viaduto estão sendo executadas em um canteiro de obras. Como quase a metade das obras é composta basicamente de vigas e pilares, podemos dizer que ela está bem encaminhada”, conta.
As obras do Dnit ainda preveem trabalhos na trincheira da Avenida Maria Lacerda, que ainda não foi executada em vista de interferências. “Estamos com problemas com a rede de energia, porque as passarelas precisam fazer um desvio dessa rede”, diz Willy.
Outros viadutos projetados incluem o localizado em Emaús, que já está 100% pronto e entregue à população natalense; o viaduto do parque Aristóteles Fernandes, em Parnamirim, que ainda não foi iniciado e o viaduto da Rua Professor Clementino Câmara, no Barro Vermelho, com 34% de sua estrutura concluída. Além disso, o Departamento trabalha na trincheira de Pium, que está com aproximadamente 80% de suas obras terminadas.
DUPLICAÇÃO DA BR-406
O Dnit também está de olho na rodovia federal que liga Natal a Macau. Conforme Saldanha, o Departamento solicitou à sua Delegação de Competência que fosse executada a licitação e contratação de uma empresa especializada para elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA).
“Este estudo vai nortear nossas decisões, para saber se é necessário haver uma duplicação da BR-406, apenas um alargamento de pista, ou mesmo uma terceira faixa. O que for necessário em cada trecho, o EVETEA vai poder nos dizer”, confirma o superintendente.
PROJETOS E PROGRAMAS
O Dnit recebeu uma carta de obras no valor de quase R$ 800 milhões e possui diversos Contratos de Restauração e Manutenção de Rodovias (Cremas), tudo para garantir o progresso das obras de manutenção nas vias espalhadas em torno o Rio Grande do Norte, como as da BR-304; BR-101; BR-226; BR-405; BR-406 e BR-427.
Em se tratando de projetos para melhorar o tráfego nas vias e evitar acidentes, o Dnit criou o programa de sinalização “BR-Legal”. “Estamos avivando a sinalização de todas as nossas rodovias. Se você trafega à noite, verá a diferença da sinalização”, apresenta Willy, que também demonstrou o que é o Programa Nacional de Controle de Velocidade (PNCV).
“Implementamos esse programa nas rodovias do Rio Grande do Norte desde 2011. Ele é responsável por controlar e reduzir a velocidade dos veículos através de, por exemplo, pardais e lombadas eletrônicas. Temos em torno de 200 faixas monitoradas. Isso também reduz a gravidade dos acidentes. O programa tem causado um reflexo positivo de salvaguarda de vidas humanas – os dados estatísticos da Polícia Rodoviária Federal e do DATASUS demonstram a queda na gravidade desses acidentes em decorrência dessa nossa ação”, celebra.
Sobre a importância para o Rio Grande do Norte das obras e projetos que o Dnit vem cuidando, que incluem a readequação do Gancho de Igapó e a duplicação da Reta Tabajara, Willy Saldanha avaliou que todas elas colaborarão de maneiras distintas para garantir um melhor tráfego e comodidade para a população potiguar.
“São obras diferentes; uma delas é a entrada da Região Metropolitana pelo Sertão (BR-304); a BR-101 é a entrada da Região Metropolitana para quem vem do corredor Nordeste, pela Paraíba; e o Gancho de Igapó é um problema cíclico que existe há dezenas de anos – é um ponto crítico que tem ligação com o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, uma vez que o pessoal de Natal que quiser chegar ao aeroporto pelo Acesso Norte, terá de passar por lá”, conclui.

