Frente discute “isolamento social na adolescência” em escola de Ponta Negra

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A Frente Parlamentar Municipal em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente realizou, nesta terça-feira (26), mais uma edição do projeto Escola na Frente. Com a temática “Isolamento Social na Adolescência – influência das redes sociais, os conflitos internos e a rede de apoio”, o projeto, que está na  15ª edição, aconteceu na Escola Estadual Professor José Fernandes Machado, em Ponta Negra, contou com a participação do Conselho Regional de Psicologia,  Conselho Tutelar da Zona Sul, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e alunos do ensino médio.

 

A Vereadora Júlia Arruda (PDT), coordenadora da Frente, destacou  a importância da temática para que os jovens possam esclarecer dúvidas e possam conhecer que, além da escola, existem outros órgãos de apoio em relação à problemática dos conflitos internos. “Apesar de ser uma temática nova, de nunca termos abordado no Escola na Frente, a questão dos conflitos internos dos adolescentes, da automutilação e até mesmo do suicídio são temas recorrentes em várias instituições de ensino, em vários lares, em muitas famílias. Através da palestra sobre o isolamento social na adolescência nós estimulamos os jovens a fazerem uma autorreflexão e informamos que existe uma rede de proteção para eles como o CRAS, o CREAS, os Conselhos Tutelares e a própria escola”, afirmou a parlamentar.

A vereadora explicou que o objetivo da Frente Parlamentar é acompanhar os adolescentes ao longo do ano. “Estamos articulando com o Conselho Regional de Psicologia para que haja um acompanhamento pós evento, um acompanhamento para os profissionais de educação, assim como para os alunos que sintam a necessidade de ter esse contato mais individualizado com psicólogos para que eles possam buscar ajudar”, concluiu Júlia.

De acordo com Luanda Moreno, vice-diretora da Escola José Fernandes Machado, os educadores identificam a problemática e buscam parcerias na obtenção de soluções imediatas. “Quando a escola percebe algum problema de comportamento, por exemplo o isolamento social, a baixa frequência, a queda de rendimento, nós buscamos ajuda com instituições de ensino superior, que enviam estagiários de psicologia, que realizam a escuta qualificada, onde os jovens têm toda a abertura para conversar. Após esse primeiro contato encaminhamos o adolescente para a psicoterapia, nós convocamos os pais se necessário, encaminhamos para o CRAS, entre outras medidas”, explicou Luanda.

Para Luis Fernando Santana,  aluno do 9º ano do ensino médio, a palestra foi importante para que os jovens saibam que existem amparo para que seus problemas sejam acolhidos e solucionados. “Foi um tema bastante relevante porque a gente tomou conhecimento que existe uma rede de proteção, que existem profissionais especializados que podem nos acompanhar e nos ajudar quando surgirem conflitos internos, problemas em casa, problemas na escola”, disse.

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