Nordestão abre nona loja e promete mais investimentos no RN para 2019

Para um setor que faturou no ano passado quase R$ 353 bilhões no País, liderado por multinacionais como o Carrefour, Walmart e outros pesos pesados do varejo, não é nada mal estar entre as maiores do Brasil, do Nordeste e, de quebra, ser potiguar.

Com uma receita de R$ 1,3 bilhão concretizada no ano passado e aos 46 anos de existência, a rede de supermercados Nordestão, que começou sua trajetória modestamente no bairro do Alecrim, inaugurou mais um loja nesta quinta-feira, 20, em Ponta Negra, na zona Sul de Natal.

Localizada na avenida Roberto Freire, com 2.771 m² e a menos de 1 Km da loja que fica em frente ao shopping Cidade Jardim, a empresa familiar comandada por Leôncio Etelvino Medeiros Filho (hoje o presidente executivo do grupo), Manoel Etelvino (presidente do Conselho de Sócios), José Geral Etelvino (presidente do Conselho Deliberativo) e Felix Etelvino (vice-presidente do Conselho Deliberativo) desta vez se superou em todos os sentidos.

Depois de seis anos sem abrir uma loja (a última foi em Nova Parnamirim), o Nordestão entrou em 2018 com apetite redobrado para plantar sua 9ª estrutura de varejo, rivalizando a poucos metros com três hipermercados e dois supermercados.

Para quem pergunta a razão de duas lojas da mesma empresa tão próximas uma da outra, o presidente executivo Leôncio Etelvino Medeiros Filho responde sem pestanejar: “Para o cliente ter um Nordestão na ida e outro na vinda”.

Capitalizado e com o mercado a seu favor – diferentemente do que ocorreu em outros pontos nos quais os terrenos foram alugados em longo prazo para a construção das lojas –, na loja de Ponta Negra foi diferente: tudo foi bancado integralmente pelos sócios ao custo de R$ 50 milhões, incluindo impostos, e em tempo recorde de construção: oito meses.

“Foram seis anos nos capitalizando e trabalhando todos os dias em favor dos clientes, que propiciaram mais esse passo”, resume Manoel Etelvino, que por muitos anos já esteve na posição ocupada atualmente pelo irmão Leôncio, que ganhou o nome do pai, fundador do negócio.

Para quem tem a curiosidade de saber como os donos distinguem lojas próximas de outras mais distantes, Manoel Etelvino explica que os nomes de batismo nasceram da associação com a principal referência dos locais em que elas foram plantadas.

Nessa lógica, o supermercado Nordestão da Cidade Jardim nasceu em alusão ao shopping localizado do outro lado da avenida; o de Ponta Negra, inaugurado agora, passará ser conhecido assim por estar no bairro do mesmo nome; o do Igapó por estar na Av. Tomz Landim; o da Prudente de Moraes por razões óbvias; o da Santa Catarina por estar localizada na Av. Dr. João Medeiros Filho; o do Tirol por ser uma segunda loja localizada na Av. Prudente de Moraes na altura do bairro do Tirol; e o de Nova Parnamirim por estar na Av. Maria Lacerda Montenegro, no bairro que leva esse nome.

Assim, quando inaugurar em meados do ano que vem seu segundo atacarejo da marca Superfácil, no bairro de Nossa Senhora de Nazaré, o futuro nome de batismo da loja será tão somente o “Superfácil da Rodoviária”, por estar bem do lado do terminal, antecipa Manoel Etelvino.

Um Nordestão com muitas novidades

A novíssima loja do Nordestão da Av. Roberto Freire abriga uma série de novidades. Uma delas, como explica o presidente-executivo do grupo, Leôncio Etelvino Medeiros Filho, é que a energia gerada virá de placas fotovoltaicas e compradas no mercado “spot”, para que os custos fixos da unidade caiam e possam ser repassados para os produtos dentro das estreitas margens de operação.

“Esta loja tem uma pegada ecológica, já que se serve da luz natural que entra por suas amplas vidraças e iluminam o ambiente até 17 horas”, acrescenta.

Mas, andando por seus amplos corredores, é possível esbarrar com outras novidades.

Por exemplo, corredores curtos no comprimento, com apenas duas sequências de gôndolas, dão a impressão que o cliente caminha pouco para encontrar um produto, quando, na verdade, a unidade de Ponta Negra é a segunda maior de toda a rede, só perdendo para a da Cidade Jardim.

Outra novidade está no setor de hortifrúti, onde gôndolas refrigeradas aumentam o tempo de vida útil de frutas e verduras. Há também gôndolas especiais feitas especialmente para abrigar frutas finas importadas – tudo de altura baixa, permitindo ao consumidor uma visão do todo daquele espaço, inclusive a paisagem de Ponta Negra vista pelos janelões ao fundo.

“É como se tudo estivesse aqui dentro”, diz Manoel Etelvino, presidente do Conselho de Sócios.

Para pequenas compras, além dos caixas dedicados, há um setor onde o cliente pode passá-las sem ajuda de ninguém. São cinco self check-outs, onde o consumidor paga sua compra e vai embora.

A loja de Ponta Negra é a segunda da rede a adotar esses equipamentos, que na unidade de Cidade Jardim já é responsável por 40% das pequenas compras.

Fundada em setembro de 1972 por Leôncio Etelvino de Medeiros, pai, a empresa possui, além das lojas de varejo, o seu Centro Administrativo e Logístico em Parnamirim, onde funciona a direção da empresa e os setores administrativos.

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