Escola estadual em Tangará realiza projeto interdisciplinar sobre bullying

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Brincadeiras de mau gosto, apelidos, pequenas agressões físicas e humilhações. Essas são algumas das características do Bullying, fenômeno de violência moral e física expressado na forma de comportamentos agressivos. Apresentando-se sobretudo dentro das escolas, o Bullying é um fato antigo e que pode acarretar, no caso dos estudantes, resultados graves, como problemas de aprendizagem ou desinteresse em frequentar a escola. 

Pensando nisso, a Escola Estadual Professor Severino Bezerra, localizada no município de Tangará (RN), deu início neste mês de junho, a realização do projeto “Bullying não é brincadeira”, iniciativa organizada em cooperação com o setor de Psicologia da Faculdade Ciências Saúde do Trairi (Facisa) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O projeto visa trabalhar, em ambiente escolar, questões relativas ao bullying, apontando suas características e consequências. 

Destinado a alunos do 4º ano do ensino fundamental, a iniciativa tem por objetivo diagnosticar ações de violência psicológica e física na escola referida, assim como no meio social dos alunos, descrevendo as características e formas de bullying, ao mesmo tempo em que empregam práticas sociais e psicológicas de combate a este fenômeno. Para isso, os alunos participam de aulas de campo, onde questões relativas ao bullying são debatidas de forma lúdica e em coletividade. 

Professor responsável pela ação, o pedagogo Stepheson Oliveira, explica que a iniciativa trata-se de um projeto interdisciplinar, trabalhado dentro do campo social e psicológico, envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa, História e Ciências. “Espera-se, por meio do projeto, alcançar o desenvolvimento de práticas que envolvam o respeito entre o público alvo, que são as crianças, bem como experimentar ações que promovam a solidariedade e estimular a comunidade escolar a compreender que bullying é violência e deve ser combatido” considera.

A vice-diretora da escola, a professora Maria Auxiliadora, esclarece que a ideia em implantar tal projeto partiu de uma necessidade identificada dentro do próprio ambiente escolar, que apontava um número elevado de casos de bullying. O projeto está em andamento e contará com mais ações ao longo do ano letivo. Apesar de ter sido pensado inicialmente para os alunos do 4º ano, os resultados obtidos até o momento incentivaram com que a iniciativa fosse estendida às demais turmas da escola. 

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