Vereadores realizam visita fiscalizatória na Maternidade Araken Pinto

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Cerca de 10% dos bebês nascem com algum problema cardíaco no Brasil. Uma a cada 100 crianças nascem com cardiopatia congênita, anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas primeiras oito semanas de gestação, quando o órgão se forma. Neste 12 de junho, Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita, a presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente,  vereadora Júlia Arruda (PDT), visitou a maternidade Dr. Araken Irerê Pinto para fiscalizar o cumprimento da Lei Municipal de sua autoria, que torna obrigatória a realização do exame de oximetria de pulso em todos os recém-nascidos atendidos nos hospitais de Natal.

“Nós estamos aqui, na condição de presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, para fiscalizar o cumprimento da Lei de nossa autoria que institui o teste do coraçãozinho. Essa Lei foi fruto de uma audiência pública que via a necessidade desse acompanhamento e do diagnóstico precoce para que esses bebês possam ter um tratamento adequado”, comentou a vereadora.

Conforme Lei 6636/2016, o Teste do Coraçãozinho deverá integrar o rol de exames obrigatórios a serem realizados nos recém-nascidos atendidos nos hospitais do município de Natal. O teste é gratuito e será realizado por profissional médico especializado, pediatra, ou enfermeira com COREN habilitada e treinada.

“Hoje cerca de 204 crianças nascem aqui na maternidade Araken e 190 testes são realizados. Com a Lei nosso objetivo é que todos, 100%  dos recém-nascidos, façam o teste do coraçãozinho antes de deixarem o hospital. Percebemos que a maternidade está capacitando cada vez mais os profissionais para que esse objetivo seja alcançado”, concluiu Júlia Arruda.

A maternidade Araken Pinto realiza em média 180 testes do coraçãozinho por mês. De janeiro a maio foram 981 exames. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a cardiopatia congênita é a terceira maior causa de morte de bebês antes do trigésimo dia de vida. O diagnóstico precoce é fundamental para que as crianças cardiopatas tenham acompanhamento especializado e sejam tratadas antes que os primeiros sinais apareçam, como lábios roxos, cansaço ao mamar, suor frequente e baixo ganho de peso.

Segundo a pediatra Nayra Samara, cerca de 30% dos bebês recebem alta das maternidades sem o diagnóstico precoce. “A cardiopatia congênita é a má formação congênita mais comum em recém-nascidos e estima-se, através de dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, que a cada mil nascidos vivos, um a dois bebês tenham cardiopatia congênita crítica e cerca de 30% dos bebês recebem alta sem o diagnóstico”, disse Nayara.

A pediatra explicou que o teste é indolor e mede a quantidade de oxigênio no sangue das crianças. “O teste do coraçãozinho, que tem o nome técnico de oximetria de pulso, mede a taxa de oxigênio no sangue dos bebês, se a taxa de oxigênio estiver abaixo de 95%, pode indicar a presença de doenças coronárias”, afirmou Nayra Samara.

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